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A eleição terminou. Seus planos para os Estados Unidos não precisam esperar mais

há 4 horas
3 min de leitura

Se os Estados Unidos fazem parte dos seus planos, vale conhecer os caminhos e os pontos de atenção antes de dar o próximo passo. A mudança vai muito além do visto: imigração, residência fiscal, empresas e patrimônio caminham juntos.


Para quem pretende viver, empreender ou investir nos EUA, quatro questões precisam ser analisadas em conjunto:


  1. Imigração: qual categoria é compatível com seu perfil?

  2. Fiscal: quando suas obrigações tributárias mudam de país?

  3. Negócios: como organizar empresas e investimentos entre Brasil e EUA?

  4. Patrimônio: como proteger e estruturar os bens da família?


Uma decisão tomada em uma dessas áreas pode impactar todas as outras.


Imigração: caminhos para viver nos Estados Unidos


Green card americano

Sua experiência profissional pode abrir portas


Existem categorias de imigração baseadas na trajetória e na qualificação profissional. Em determinadas situações, o processo pode ser iniciado pelo próprio profissional, sem empregador patrocinador.


  • EB-1A (green card): profissionais que comprovem habilidade extraordinária em suas áreas.

  • EB-2 NIW (green card): dispensa de oferta de emprego e de certificação trabalhista quando os requisitos e o interesse nacional são atendidos.


O diferencial está na elegibilidade e na qualidade das evidências.


Investimento e talento também abrem portas


Além do EB-1A e do EB-2 NIW, duas modalidades muito procuradas por brasileiros:


  • EB-5 (green card): green card por investimento para o investidor e a família. Hoje, a partir de US$ 800 mil em áreas prioritárias ou US$ 1,05 milhão nas demais, com geração de 10 empregos.

  • O-1 (visto): para quem tem habilidade extraordinária em ciências, negócios, educação, esportes ou artes. Validade inicial de até 3 anos, com renovação.


Cada modalidade tem requisitos próprios. O caminho certo depende do seu perfil e dos seus objetivos.


Já tem um negócio no Brasil? Ele pode fazer parte da sua estratégia


  • L-1A (visto): transferência de executivos e gerentes para empresa relacionada nos EUA. Requisito geral: 1 ano contínuo no exterior dentro dos 3 anos anteriores.

  • E-2 (visto): investidores de países elegíveis com investimento substancial em empresa americana real e operacional.


Na prática: abrir uma empresa, por si só, não garante um visto. A estrutura e o enquadramento fazem a diferença.


Fiscal: residência fiscal no Brasil e nos EUA


Planejamento fiscal entre Brasil e Estados Unidos

Sair do Brasil não encerra automaticamente suas obrigações fiscais


Em regra, quem deixa o país definitivamente precisa:


  1. Comunicar: entregar a Comunicação de Saída Definitiva até o fim de fevereiro do ano seguinte.

  2. Declarar: entregar a Declaração de Saída Definitiva no prazo do IR.

  3. Informar: avisar as fontes pagadoras sobre sua nova condição fiscal.


E a saída temporária? Ela pode alterar a residência fiscal após 12 meses consecutivos fora do Brasil. Isso pode mudar a tributação de rendimentos, aluguéis e investimentos mantidos no país.


Você pode virar residente fiscal nos EUA mesmo sem green card


A regra é o teste de presença substancial do IRS, com exceções: 31 dias no ano e 183 dias ponderados em três anos.


  • Renda: o residente fiscal declara, em geral, rendimentos do mundo inteiro, inclusive do Brasil.

  • Flórida: não há imposto estadual sobre a renda da pessoa física. As obrigações federais continuam.


Ponto de atenção: alinhar a residência fiscal antes da mudança evita obrigações fora do planejamento.


Patrimônio: o imóvel pode estar nos EUA, mas a estrutura de compra define muita coisa


Imóvel residencial nos Estados Unidos

Um ponto pouco conhecido é o imposto sucessório americano. Para espólios de não cidadãos e não domiciliados, ativos nos EUA acima de US$ 60 mil podem gerar obrigação de declaração ao IRS. Não é imposto automático, mas exige atenção.


Imóveis, participações, sucessão e patrimônio familiar pedem atenção antes da aquisição, e não depois.


Na prática: a forma de estruturar um investimento pode ser tão importante quanto o investimento em si.


O erro não está em pensar grande. Está em planejar cada decisão separadamente


Família no aeroporto a caminho dos Estados Unidos

Antes de dar o próximo passo, vale responder:


  • Imigração: qual caminho migratório atende ao seu perfil?

  • Fiscal: quando sua residência fiscal pode mudar?

  • Brasil: como ficam suas empresas e investimentos no Brasil?

  • EUA: qual estrutura jurídica e patrimonial faz sentido?


Uma estratégia integrada pode evitar custos, reduzir riscos e preparar melhor o futuro da família.


Seu próximo passo


O Brasil já fez sua escolha. Sua próxima decisão merece uma estratégia.


Na Piquet Law Firm, trabalhamos com imigração, estruturação empresarial, planejamento tributário internacional e proteção patrimonial de forma integrada. Fale com a nossa equipe e entenda como estruturar seu próximo passo nos Estados Unidos.



Dr. Alexandre Piquet, fundador e managing partner da Piquet Law Firm, Miami.


Conteúdo informativo, não constitui aconselhamento jurídico ou tributário. Cada caso exige análise individual. Fontes: Receita Federal, IRS, USCIS e Departamento de Estado dos EUA. Valores do EB-5 vigentes em outubro de 2026.


 
 
 

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