A eleição terminou. Seus planos para os Estados Unidos não precisam esperar mais
Se os Estados Unidos fazem parte dos seus planos, vale conhecer os caminhos e os pontos de atenção antes de dar o próximo passo. A mudança vai muito além do visto: imigração, residência fiscal, empresas e patrimônio caminham juntos.
Para quem pretende viver, empreender ou investir nos EUA, quatro questões precisam ser analisadas em conjunto:
Imigração: qual categoria é compatível com seu perfil?
Fiscal: quando suas obrigações tributárias mudam de país?
Negócios: como organizar empresas e investimentos entre Brasil e EUA?
Patrimônio: como proteger e estruturar os bens da família?
Uma decisão tomada em uma dessas áreas pode impactar todas as outras.
Imigração: caminhos para viver nos Estados Unidos

Sua experiência profissional pode abrir portas
Existem categorias de imigração baseadas na trajetória e na qualificação profissional. Em determinadas situações, o processo pode ser iniciado pelo próprio profissional, sem empregador patrocinador.
EB-1A (green card): profissionais que comprovem habilidade extraordinária em suas áreas.
EB-2 NIW (green card): dispensa de oferta de emprego e de certificação trabalhista quando os requisitos e o interesse nacional são atendidos.
O diferencial está na elegibilidade e na qualidade das evidências.
Investimento e talento também abrem portas
Além do EB-1A e do EB-2 NIW, duas modalidades muito procuradas por brasileiros:
EB-5 (green card): green card por investimento para o investidor e a família. Hoje, a partir de US$ 800 mil em áreas prioritárias ou US$ 1,05 milhão nas demais, com geração de 10 empregos.
O-1 (visto): para quem tem habilidade extraordinária em ciências, negócios, educação, esportes ou artes. Validade inicial de até 3 anos, com renovação.
Cada modalidade tem requisitos próprios. O caminho certo depende do seu perfil e dos seus objetivos.
Já tem um negócio no Brasil? Ele pode fazer parte da sua estratégia
L-1A (visto): transferência de executivos e gerentes para empresa relacionada nos EUA. Requisito geral: 1 ano contínuo no exterior dentro dos 3 anos anteriores.
E-2 (visto): investidores de países elegíveis com investimento substancial em empresa americana real e operacional.
Na prática: abrir uma empresa, por si só, não garante um visto. A estrutura e o enquadramento fazem a diferença.
Fiscal: residência fiscal no Brasil e nos EUA

Sair do Brasil não encerra automaticamente suas obrigações fiscais
Em regra, quem deixa o país definitivamente precisa:
Comunicar: entregar a Comunicação de Saída Definitiva até o fim de fevereiro do ano seguinte.
Declarar: entregar a Declaração de Saída Definitiva no prazo do IR.
Informar: avisar as fontes pagadoras sobre sua nova condição fiscal.
E a saída temporária? Ela pode alterar a residência fiscal após 12 meses consecutivos fora do Brasil. Isso pode mudar a tributação de rendimentos, aluguéis e investimentos mantidos no país.
Você pode virar residente fiscal nos EUA mesmo sem green card
A regra é o teste de presença substancial do IRS, com exceções: 31 dias no ano e 183 dias ponderados em três anos.
Renda: o residente fiscal declara, em geral, rendimentos do mundo inteiro, inclusive do Brasil.
Flórida: não há imposto estadual sobre a renda da pessoa física. As obrigações federais continuam.
Ponto de atenção: alinhar a residência fiscal antes da mudança evita obrigações fora do planejamento.
Patrimônio: o imóvel pode estar nos EUA, mas a estrutura de compra define muita coisa

Um ponto pouco conhecido é o imposto sucessório americano. Para espólios de não cidadãos e não domiciliados, ativos nos EUA acima de US$ 60 mil podem gerar obrigação de declaração ao IRS. Não é imposto automático, mas exige atenção.
Imóveis, participações, sucessão e patrimônio familiar pedem atenção antes da aquisição, e não depois.
Na prática: a forma de estruturar um investimento pode ser tão importante quanto o investimento em si.
O erro não está em pensar grande. Está em planejar cada decisão separadamente

Antes de dar o próximo passo, vale responder:
Imigração: qual caminho migratório atende ao seu perfil?
Fiscal: quando sua residência fiscal pode mudar?
Brasil: como ficam suas empresas e investimentos no Brasil?
EUA: qual estrutura jurídica e patrimonial faz sentido?
Uma estratégia integrada pode evitar custos, reduzir riscos e preparar melhor o futuro da família.
Seu próximo passo
O Brasil já fez sua escolha. Sua próxima decisão merece uma estratégia.
Na Piquet Law Firm, trabalhamos com imigração, estruturação empresarial, planejamento tributário internacional e proteção patrimonial de forma integrada. Fale com a nossa equipe e entenda como estruturar seu próximo passo nos Estados Unidos.
Dr. Alexandre Piquet, fundador e managing partner da Piquet Law Firm, Miami.
Conteúdo informativo, não constitui aconselhamento jurídico ou tributário. Cada caso exige análise individual. Fontes: Receita Federal, IRS, USCIS e Departamento de Estado dos EUA. Valores do EB-5 vigentes em outubro de 2026.




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